Adoro quando faz sol.
Tudo parece mais claro, mais nítido, mais entusiasmante, mais efervescente, mais deslumbrante. Pode até ser sol de pouca dura ou, quem sabe, uma miragem. Mas sabe bem. Sabe bem sentir os raios de sol aquecerem os meus dedinhos, um por um, sem pressa. Os arrepios que se sentem nas costas quando a energia potencial, proveniente dos fotões, se vai acumulando são deliciosos.
Gostava de poder falar abertamente com o sol. Saber se há possiblidade de ele continuar a aquecer-me e a extasiar-me com os seus raios, para poder preaparar-me para todos os cenários. Mas, porque razão não posso eu, por momentos, viver ao sabor da excitação, da dúvida e da curiosidade? Porque razão tenho sempre de ter tudo sob controlo? É simples, nunca gostei de não saber como deveria reagir, o que fazer. O problema é que, dito assim pareço uma pessoa calculista e pouco espontânea, o que não é verdade. Mas gosto de me proteger. Gosto de ter o meu casulo. Um lugar só meu onde muito poucos, alguma vez, conseguiram entrar, e onde me refugio nos dias em que o sol se esconde. Nos dias em que tempestades passadas teimam em assaltar-me a memória ou até em dias em que o sol queima. Perante toda esta contradição é natural que apenas uma conclusão se possa retirar. Está na hora de sair um pouco do casulo. Está na hora de me sujeitar e estender ao sol. Está na hora de ajudar o sol a construir dias mais bonitos.
segunda-feira, 21 de março de 2011
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