sexta-feira, 17 de agosto de 2012
500 days of ...
Com as últimas peripécias da minha vida confesso, não me tenho tornado uma pessoa melhor. Parece que não aprendi a auto-regenerar-me e pareço demorar, cada vez mais, nesse processo de restituição do bem-estar, numa só nota.
Será por me agarrar demasiado cedo, demasiado rápido? Será por simplesmente querer acreditar que "desta vez" vai resultar? Será porque sei que tenho razão, embora na realidade quisesse não tê-la?
Não sei. Mas o que é certo é que também nunca tive a segurança necessária para poder achar que, pela primeira vez, me iria enganar. Nunca ma deste. Admito que a minha postura nunca foi a correcta, sempre me apresentei conformada com o "eu e tu" não sermos algo a sério e sempre tentei mostrar-me o menos afectada possível, distanciada.
O que é certo é que, depois deste tempo, continuo a pensar "e se não tivesse tido essa postura"? O querer e não querer fizeram-me agarrar com mais força o que estava a viver. Não foi a minha primeira experiência, nem posso dizer que foi a mais marcante, porque todas de certo modo marcam... mas certamente que foi a experiência com a qual mais aprendi a não partir do princípio de que algo não vai funcionar. Porque se nem tu acreditas naquilo que estás a tentar construir, então certamente que à mínima brisa, o castelo vai ruir. Uma vez no chão, já pode ser tarde demais para reerguer algo em que nunca mostraste o mínimo orgulho, confiança e entusiasmo.
Eu gostava de ti. Eu gosto muito de ti.
Mas espero que isto passe mais depressa. Já chega de tortura. Já chega de saber que não fui relevante. Que não interessa. Que nunca interessou.
domingo, 21 de agosto de 2011
Igual Pessoa Diferente
Depois de muito tempo sinto-me, outra vez eu. Completamente desligada, racional e emocionalmente não comprometida com nada. Demorou? Nem por isso. Na realidade há muito que os dramas com os outros tinham sido ultrapassados, mas só mais recentemente me consegui encontrar comigo mesma (e como se sabe, encontrar o nosso eu, é a parte mais sufocante e morosa da jornada). Só quando nos encontramos é que atingimos a plenitude. A satisfação a cem por cento.
Não invejo ninguém e não tenho problemas. Sou crescida e já não tenho idade para afundar a cabeça em assuntos mais que arrumados. Sabe bem esta sensação. Não dever nada a ninguém, poder ver o mundo com os meus olhos, originais e críticos. Com noção de que não existe 'perfeição' mas pode haver um melhoramento da realidade. Com a noção de que existem pessoas que até podem ter alguma falta de ética, em determinadas situações, mas que às vezes essas mesmas pessoas são interessantes para conhecer, partilhar ideias e opiniões (apenas isso). Com a noção de que as complicações estão nos olhos de quem as vê. Que quando se quer é simples, quando não se quer, tudo se complica. Tudo dá mais trabalho. Por isso, mais vale aproveitar enquanto nada custa.
Obrigada vida. Foram-se as feridas, ficam as marcas para nos lembrarmos do que aprendemos.
E a inspiração voltou! Isto é, de facto, um bom sinal!
Não invejo ninguém e não tenho problemas. Sou crescida e já não tenho idade para afundar a cabeça em assuntos mais que arrumados. Sabe bem esta sensação. Não dever nada a ninguém, poder ver o mundo com os meus olhos, originais e críticos. Com noção de que não existe 'perfeição' mas pode haver um melhoramento da realidade. Com a noção de que existem pessoas que até podem ter alguma falta de ética, em determinadas situações, mas que às vezes essas mesmas pessoas são interessantes para conhecer, partilhar ideias e opiniões (apenas isso). Com a noção de que as complicações estão nos olhos de quem as vê. Que quando se quer é simples, quando não se quer, tudo se complica. Tudo dá mais trabalho. Por isso, mais vale aproveitar enquanto nada custa.
Obrigada vida. Foram-se as feridas, ficam as marcas para nos lembrarmos do que aprendemos.
E a inspiração voltou! Isto é, de facto, um bom sinal!
terça-feira, 22 de março de 2011
Não é a primeira vez que me sinto perdida. Mas é curioso como sempre que tenho de fazer este tipo de escolhas fico sem orientação. Com medo de experimentar, de sair da zona de conforto. Será que aquilo que sinto até se engloba no medo de crescer? Sinto-me fragilizada. Incapaz de tomar uma decisão sólida. Insegura face a tudo o que me envolve. Insegura no mundo das guerras, insegura no mundo dos desejos, insegura.
Fazem-me confusão estas incoerências na pessoa que sou.
Fazem-me confusão estas dúvidas.
Acima de tudo faz-me confusão, a confusão que a insegurança e o desconhecido me fazem.
Fazem-me confusão estas incoerências na pessoa que sou.
Fazem-me confusão estas dúvidas.
Acima de tudo faz-me confusão, a confusão que a insegurança e o desconhecido me fazem.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Sol
Adoro quando faz sol.
Tudo parece mais claro, mais nítido, mais entusiasmante, mais efervescente, mais deslumbrante. Pode até ser sol de pouca dura ou, quem sabe, uma miragem. Mas sabe bem. Sabe bem sentir os raios de sol aquecerem os meus dedinhos, um por um, sem pressa. Os arrepios que se sentem nas costas quando a energia potencial, proveniente dos fotões, se vai acumulando são deliciosos.
Gostava de poder falar abertamente com o sol. Saber se há possiblidade de ele continuar a aquecer-me e a extasiar-me com os seus raios, para poder preaparar-me para todos os cenários. Mas, porque razão não posso eu, por momentos, viver ao sabor da excitação, da dúvida e da curiosidade? Porque razão tenho sempre de ter tudo sob controlo? É simples, nunca gostei de não saber como deveria reagir, o que fazer. O problema é que, dito assim pareço uma pessoa calculista e pouco espontânea, o que não é verdade. Mas gosto de me proteger. Gosto de ter o meu casulo. Um lugar só meu onde muito poucos, alguma vez, conseguiram entrar, e onde me refugio nos dias em que o sol se esconde. Nos dias em que tempestades passadas teimam em assaltar-me a memória ou até em dias em que o sol queima. Perante toda esta contradição é natural que apenas uma conclusão se possa retirar. Está na hora de sair um pouco do casulo. Está na hora de me sujeitar e estender ao sol. Está na hora de ajudar o sol a construir dias mais bonitos.
Tudo parece mais claro, mais nítido, mais entusiasmante, mais efervescente, mais deslumbrante. Pode até ser sol de pouca dura ou, quem sabe, uma miragem. Mas sabe bem. Sabe bem sentir os raios de sol aquecerem os meus dedinhos, um por um, sem pressa. Os arrepios que se sentem nas costas quando a energia potencial, proveniente dos fotões, se vai acumulando são deliciosos.
Gostava de poder falar abertamente com o sol. Saber se há possiblidade de ele continuar a aquecer-me e a extasiar-me com os seus raios, para poder preaparar-me para todos os cenários. Mas, porque razão não posso eu, por momentos, viver ao sabor da excitação, da dúvida e da curiosidade? Porque razão tenho sempre de ter tudo sob controlo? É simples, nunca gostei de não saber como deveria reagir, o que fazer. O problema é que, dito assim pareço uma pessoa calculista e pouco espontânea, o que não é verdade. Mas gosto de me proteger. Gosto de ter o meu casulo. Um lugar só meu onde muito poucos, alguma vez, conseguiram entrar, e onde me refugio nos dias em que o sol se esconde. Nos dias em que tempestades passadas teimam em assaltar-me a memória ou até em dias em que o sol queima. Perante toda esta contradição é natural que apenas uma conclusão se possa retirar. Está na hora de sair um pouco do casulo. Está na hora de me sujeitar e estender ao sol. Está na hora de ajudar o sol a construir dias mais bonitos.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Volta de 180º
Se alguma vez pensei que ainda teria de me voltar a superar? Claro que sim. Sempre tive noção de que a vida não estagna e que, mais cedo ou mais tarde, a famosa volta de 180º viria. Até estava à espera que fosse no momento em que foi. Até estava à espera dos "porquês" que se impuseram. Só fui surpreendida pelo depois. Quando deixam de ser sinceros connosco e nos tentam humilhar com a mais pequena palavra ou atitude à distância. Quando tentam falar directamente connosco e nos mentem com todas as forças que têm, na esperança de que nunca cheguemos a saber da sua mentira piedosa. Ou até quando descobrimos as mentiras que, alguém tão "anti-mentiras", foi capaz de nos dizer um dia. Deixei de falar, de ver, de ouvir, de dar sinal de vida, tal como saberia que tinha de fazer. Mas mesmo assim, a vontade incontornável que alguns têm de se fazer notar conseguiu superar esse meu comportamento.
Não tenho ressentimentos. Nem sequer acho que poderia ter feito algo para contornar a situação. Acho mesmo que algo tão frágil estava condenado desde o início atribulado e duvidoso.
Por isso, saúdo as lições que aprendi. Os momentos bons que me ensinaram que, afinal, até é possível sentires-te completa. Os momentos maus que me tornaram, um após o outro, mais forte. No meio de tudo isto, não. Não trago saudade. Trago indiferença. Indiferença seguida da decepção com um carácter que se mostrou tão pequeno e tão traiçoeiro. Capaz de te "trair" pela segunda vez, e nem ter coragem de admiti-lo. Culpar-te de tudo, quando na realidade, tu eras quem se limitava a dar o seu todo. O ponto mais alto desta volta de 180º foi a concretização de um conceito teórico, superior a tudo. Apaziguador e presente. O conceito de Amizade. Sempre estive presente na vida deles. Sempre fiz questão de não me privar deles em favorecimento de outrém. E talvez por isso,tenha sido tão bem suportada por eles. Os meus amigos são reais, sinceros e capazes de me fazer ver o que faço de mal. Por isso, sou capaz de confiar plenamente neles. Ao contrário de muita gente, que se limita a manter conversas básicas com um grupo de pessoas mas que não lhes confia as angústias. Momentos como os que já passámos, fazem de nós um grupo de amigos sólidos e mais unidos.
Ainda bem que na minha volta de 180º, vocês se mantiveram firmes a meu lado. Dá-me gosto ter esta noção.
Não tenho ressentimentos. Nem sequer acho que poderia ter feito algo para contornar a situação. Acho mesmo que algo tão frágil estava condenado desde o início atribulado e duvidoso.
Por isso, saúdo as lições que aprendi. Os momentos bons que me ensinaram que, afinal, até é possível sentires-te completa. Os momentos maus que me tornaram, um após o outro, mais forte. No meio de tudo isto, não. Não trago saudade. Trago indiferença. Indiferença seguida da decepção com um carácter que se mostrou tão pequeno e tão traiçoeiro. Capaz de te "trair" pela segunda vez, e nem ter coragem de admiti-lo. Culpar-te de tudo, quando na realidade, tu eras quem se limitava a dar o seu todo. O ponto mais alto desta volta de 180º foi a concretização de um conceito teórico, superior a tudo. Apaziguador e presente. O conceito de Amizade. Sempre estive presente na vida deles. Sempre fiz questão de não me privar deles em favorecimento de outrém. E talvez por isso,tenha sido tão bem suportada por eles. Os meus amigos são reais, sinceros e capazes de me fazer ver o que faço de mal. Por isso, sou capaz de confiar plenamente neles. Ao contrário de muita gente, que se limita a manter conversas básicas com um grupo de pessoas mas que não lhes confia as angústias. Momentos como os que já passámos, fazem de nós um grupo de amigos sólidos e mais unidos.
Ainda bem que na minha volta de 180º, vocês se mantiveram firmes a meu lado. Dá-me gosto ter esta noção.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Mulher de Mármore
Apetece-me gritar.
Toda a prosperidade do dia em que a boa nova chegou, desapareceu.
Como um sentimento que se desvanece.
Como um olhar que se torna intransponível.
Como...
Como quando tu me disseste adeus.
Aposto que um dia tudo voltará ao que era.
Eu serei racional e distanciada. O sentimento será reposto. O "adeus" será um "Olá".
Confesso que não acredito em nenhuma destas frases.
Nada voltará ao mesmo.
Eu seguirei o meu caminho, aquele que eu escolher.
Não vou olhar para trás.
Não vou sorrir.
Não vou chorar.
Não vou sequer corar.
Vou fazer-te sentir como se a tua humilde existência me fosse indiferente.
Tal como um dia, tu, mulher de mármore, me fizeste sentir ao olhar em frente quando te vislumbrei.
Só porque já seguiste o teu rumo, não ignores quem te contempla.
Toda a prosperidade do dia em que a boa nova chegou, desapareceu.
Como um sentimento que se desvanece.
Como um olhar que se torna intransponível.
Como...
Como quando tu me disseste adeus.
Aposto que um dia tudo voltará ao que era.
Eu serei racional e distanciada. O sentimento será reposto. O "adeus" será um "Olá".
Confesso que não acredito em nenhuma destas frases.
Nada voltará ao mesmo.
Eu seguirei o meu caminho, aquele que eu escolher.
Não vou olhar para trás.
Não vou sorrir.
Não vou chorar.
Não vou sequer corar.
Vou fazer-te sentir como se a tua humilde existência me fosse indiferente.
Tal como um dia, tu, mulher de mármore, me fizeste sentir ao olhar em frente quando te vislumbrei.
Só porque já seguiste o teu rumo, não ignores quem te contempla.
domingo, 1 de março de 2009
Sabes demais.
O poema que se segue não foi escrito nem por Mines, nem por Brightside, mas sim pela Tania aka Porquiinha. APRECIEM!
" Sabes demais sobre mim.
Decoraste os atalhos da minha alma
E demasiados mapas dos meus segredos.
Agora…
Odeio esse teu olhar
De quem já percorreu os labirintos
Mais doentios do meu ser.
O teu nome mancha todos os meus segundos
E o teu toque contamina-me sem piedade.
Apenas o nojo que tenho de ti ilumina esta noite.
Não me encantes mais
Nem me percorras de olhos fechados.
Sufoca apenas neste sonho que me perturba
E decifra a fatalidade do meu último suspiro."
" Sabes demais sobre mim.
Decoraste os atalhos da minha alma
E demasiados mapas dos meus segredos.
Agora…
Odeio esse teu olhar
De quem já percorreu os labirintos
Mais doentios do meu ser.
O teu nome mancha todos os meus segundos
E o teu toque contamina-me sem piedade.
Apenas o nojo que tenho de ti ilumina esta noite.
Não me encantes mais
Nem me percorras de olhos fechados.
Sufoca apenas neste sonho que me perturba
E decifra a fatalidade do meu último suspiro."
Subscrever:
Comentários (Atom)