Depois de muito tempo sinto-me, outra vez eu. Completamente desligada, racional e emocionalmente não comprometida com nada. Demorou? Nem por isso. Na realidade há muito que os dramas com os outros tinham sido ultrapassados, mas só mais recentemente me consegui encontrar comigo mesma (e como se sabe, encontrar o nosso eu, é a parte mais sufocante e morosa da jornada). Só quando nos encontramos é que atingimos a plenitude. A satisfação a cem por cento.
Não invejo ninguém e não tenho problemas. Sou crescida e já não tenho idade para afundar a cabeça em assuntos mais que arrumados. Sabe bem esta sensação. Não dever nada a ninguém, poder ver o mundo com os meus olhos, originais e críticos. Com noção de que não existe 'perfeição' mas pode haver um melhoramento da realidade. Com a noção de que existem pessoas que até podem ter alguma falta de ética, em determinadas situações, mas que às vezes essas mesmas pessoas são interessantes para conhecer, partilhar ideias e opiniões (apenas isso). Com a noção de que as complicações estão nos olhos de quem as vê. Que quando se quer é simples, quando não se quer, tudo se complica. Tudo dá mais trabalho. Por isso, mais vale aproveitar enquanto nada custa.
Obrigada vida. Foram-se as feridas, ficam as marcas para nos lembrarmos do que aprendemos.
E a inspiração voltou! Isto é, de facto, um bom sinal!
domingo, 21 de agosto de 2011
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