sexta-feira, 17 de agosto de 2012

500 days of ...

Com as últimas peripécias da minha vida confesso, não me tenho tornado uma pessoa melhor. Parece que não aprendi a auto-regenerar-me e pareço demorar, cada vez mais, nesse processo de restituição do bem-estar, numa só nota. Será por me agarrar demasiado cedo, demasiado rápido? Será por simplesmente querer acreditar que "desta vez" vai resultar? Será porque sei que tenho razão, embora na realidade quisesse não tê-la? Não sei. Mas o que é certo é que também nunca tive a segurança necessária para poder achar que, pela primeira vez, me iria enganar. Nunca ma deste. Admito que a minha postura nunca foi a correcta, sempre me apresentei conformada com o "eu e tu" não sermos algo a sério e sempre tentei mostrar-me o menos afectada possível, distanciada. O que é certo é que, depois deste tempo, continuo a pensar "e se não tivesse tido essa postura"? O querer e não querer fizeram-me agarrar com mais força o que estava a viver. Não foi a minha primeira experiência, nem posso dizer que foi a mais marcante, porque todas de certo modo marcam... mas certamente que foi a experiência com a qual mais aprendi a não partir do princípio de que algo não vai funcionar. Porque se nem tu acreditas naquilo que estás a tentar construir, então certamente que à mínima brisa, o castelo vai ruir. Uma vez no chão, já pode ser tarde demais para reerguer algo em que nunca mostraste o mínimo orgulho, confiança e entusiasmo. Eu gostava de ti. Eu gosto muito de ti. Mas espero que isto passe mais depressa. Já chega de tortura. Já chega de saber que não fui relevante. Que não interessa. Que nunca interessou.