
Sigo o meu caminho e de entre os vários obstáculos, com que me deparo, um fez-me parar.
Olhei-o de cima a baixo. Apreceei a sua beleza e senti as minhas memórias a desvanecer, como se fossem dados subejamente irreais e sem nexo. Subitamente, de entre todas as brancas que me inundam, vejo-me a mim. No fundo, nao sou eu, mas a forma como a minha mente planeou estes caminhos torduosos fez.me crer que realmente, era eu ali... a ser iluminada pelos raios despertinos do sol. Eu, ali... como se pertencesse àquela atmosfera unânime, cheia de sons consonantes e reticentes.
Sim, foi ali que me fundi. As vielas labirínticas começaram a desfazer-se e, finalmente, o meu mundo deixou que o exterior entrasse. Foi ai que mergulhei novamente nos traços transitórios e enganadores do movimento de oscilação do meu próprio reflexo. Afinal, porque me assombrava ele daquela maneira?
Todas as imagens de felicidade, todos os cantos de alegria, todo o cheiro da desgraça, da derrota, tudo me ultrapassou e deixou ali. Naquele mesmo local. De olhar vazio, memória fraca, consciência diminuta.
Ali.
Simplesmente pasmada a olhar para o meu reflexo e a pensar como seria o dele.
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