quarta-feira, 2 de julho de 2008

Pintar a andorinha.

Eu caminhava em direcção a não sei bem onde, e uma andorinha esvoaça à minha frente. Efectuava uma rotação de 360 graus, sobre o mesmo local. Eu caminhei em direcção a não sei bem onde, e uma andorinha efetuou uma segunda rotação de 360 graus. Ela rodou sobre o plano vertical uma e outra vez. Que engraçado! Ela executa com a sensata precisão, o mesmo movimento, vezes sem conta sem sequer se preocupar com o resultado desse desnorteio. Será que ela não sabe que as repetidas sequências têm sempe alguma lição? Oh! Andorinha, anda cá! Acho que preciso de te pintar umas coisas que ainda não percebeste! Não podes andar por aí, sem compromissos, sem regras, sem objectivos. Tens de tomar as rédeas da tua vida e aguentar a press... Olha! Não em vires as costas... Estou a falar contigo! Isto é tão importante! Como é que consegues virar as costas a algo tão importante?! ... És tão pura, feliz. Talvez te perceba, ao voares de 360 em 360 graus continuas a cruzar-te com transeuntes que se questionam com a tua sabedoria. O teu ser. O teu voar.

Eu caminho em direcção a não sei onde e a mesma andorinha esvoaça na minha frente, mas desta vez, a direcção que tomo é a que ela me indicar.

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