
A noite estava escura como breu, lembrando o dia do juízo final, sendo, apenas, iluminada pela etérea e omnisciente luz do luar. Ah, já de tanto foi testemunha este luar, que Elizabeth mal consegue desviar o seu olhar da sua globular forma, como que pedindo, incansável e infinitamente, perdão.
Ao imaginar a sua bela figura de dama da corte com os trajes de noite a penderem, levemente, sobre os seios deixando a descoberto a marca de nascença que herdou de sua mãe, localizada por cima do umbigo e lembrando a vaga expressão de um anjo, Elizabeth crê estar perante uma obra de arte do mais sensível e expressionista dos pintores. Ao longe, escuta "The great arrival", a última melodia criada pelo famosíssimo compositor Jiuseppi Linée, antes deste falecer de desidratação natural aguda, após uma noite frívola de amor com a paixão da sua vida, Lênú. Todos sabemos que os artistas têm sempre algo de sombrio e Jisuppi não é excepção. Desde jovem que sempre gostara bastante de mulheres e, enquanto pertenceu à classe mais distinta da sociedade cortejou das mais belas às mais disformes, e mesmo quando se viu obrigado a render à chantagem de Elizabeth, nunca deixou de "amar o amor".
Elizabeth tinha finos cabelos cor de cenoura, que combinavam verdadeiramente bem com a tonalidade castanho mel dos seus olhos. De pele branca, a mais bonita da cidade inteira, coberta de ouro, deixado pelos diplomatas que amou e sempre amará, receia perder a única qualidade que lhe permitiu chegar onde chegou, a inteligência...
2 comentários:
que profundo xD
bjinhos pro meu repolho e pro meu peixinho GLU GLU
É intrigante como aqui a inteligência combina com a beleza.
É de notar que desconhecia esse teu lado de escritora profunda! :D
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